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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Conto e Romance - gêneros literários

Conto

O conto é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características, estão a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total – da qual falava Poe (1809-1849) eTchekhov (1860-1904): o conto precisa causar um efeito singular no leitor; muita excitação e emotividade. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista.

Forma: expressão ou linguagem mais os elementos concretos e estruturados, como as palavras e as frases.

Conteúdo
: é imaterial (fixado e carregado pela forma); são as personagens, suas ações, a história (ver Céu, inferno, Alfredo Bosi).
O conto necessita de tensão, ritmo, o imprevisto dentro dos parâmetros previstos, unidade, compactação, concisão, conflito, início, meio e fim; o passado e o futuro têm significado menor. O "flashback" pode acontecer, mas só se absolutamente necessário, mesmo assim da forma mais curta possível.

Focos narrativos

  1. Primeira pessoa: Personagem principal conta sua história; este narrador limita-se ao saber de si próprio, fala de sua própria vivência. Esta é uma narrativa típica do romance epistolar (século XVIII).
  2. Terceira pessoa: O texto é narrado em 3ª pessoa e neste caso podemos ter:

A) Narrador observador: o narrador limita-se a descrever o que está acontecendo, "falando" do exterior, não nos colocando dentro da cabeça da personagem; assim não sabemos suas emoções, idéias, pensamentos. O narrador apenas descreve o que vê, no mais, especula.

B) Narrador onisciente conta a história; o narrador tudo sabe sobre a vida das personagens, sobre seus destinos, idéias, pensamentos. Como se narrasse de dentro da cabeça delas.


Romance

O romance é um gênero da literatura. Herdeiro da epopéia, é tipicamente um gênero do modo narrativo, assim como a novela e o conto.

A diferença entre romance e novela não é clara, mas costuma-se definir que no romance há um paralelo de várias ações, enquanto na novela há uma concatenação de ações individualizadas. No romance uma personagem pode surgir em meio a história e desaparecer depois de cumprir sua função. Outra distinção importante é que no romance o final é um enfraquecimento de uma combinação e ligação de elementos heterogêneos, não o clímax.

Há de notar que o romance tornou-se gênero preferencial a partir do Romantismo, por isso ficando o termo romance associado a estes. Entretanto o realismo teria no romance sua base fundamental, pois apenas este permitia a minúcia descritiva, que exporia os problemas sociais.


Discurso Direto e Discurso Indireto

O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo:
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
(Machado de Assis, Quincas Borba, cap. XXXIV)
No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. Exemplo:
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo."
Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discurso direto:
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a trouxe consigo?
Veja mais:

Tipos de Discurso

As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas, dependendo de como o narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso indireto.

Discurso Direto

O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem.
COISAS INCRÍVEIS NO CÉU E NA TERRA
De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega quando começaram a acontecer coisas incríveis no céu, lá para as bandas da Casa de Correção: havia uns tons de chá, que se foram avinhando e se transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque o sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de findo o espetáculo, havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira.
E depois ainda dizem que as mulheres não têm senso de abstração...
- Que crepúsculo fez hoje! - disse-lhes eu, ansioso de comunicação.
- Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra.
Mário Quintana
As falas do personagem-narrador e de uma das moças, reproduzidas integralmente e introduzidas por travessão, são exemplos do discurso direto. No discurso direto, a fala do personagem é, via de regra, acompanhada por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos. Verbo de elocução é o verbo que indica a fala do personagem: dizer, falar, responder, indagar, perguntar, retrucar, afirmar, etc.
No exemplo apresentado, o autor utiliza verbos de elocução ("disse-lhes eu", "respondeu uma delas), mas abre mão dos dois-pontos.
Numa estrutura mais tradicional teríamos:
"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação, disse-lhes eu:
- Que crepúsculo fez hoje!
Respondeu-me uma delas:
- Não, não reparamos em nada."

Discurso Indireto

O discurso indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem.
No discurso indireto também temos a presença de verbo de elocução (núcleo do predicado da oração principal), seguido de oração subordinada (fala do personagem). É o que ocorre na seguinte passagem.
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou a carteira sobre a mesinha de cabeceira: 'Quanto é que você quer?'"
NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão.
Nesse trecho, temos a fala (discurso) de dois personagens: a do marido ('Quanto é que você quer') e a de Dona Abigail que disse ao marido "que havia sonhado que iria faltar feijão".
Ao contrário da fala do marido, em que o narrador reproduz fielmente as palavras do personagem, a fala de Dona Abigail não é reproduzida como as palavras que ela teria utilizado naquele momento. O narrador é quem reproduz com suas próprias palavras aquilo que Dona Abigail teria dito. Temos aí um exemplo de discurso indireto.
Veja como ficaria o trecho acima se fosse utilizado o discurso direto:
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse-lhe:
- Sonhei que vai faltar feijão."
Verifique que, ao transformar o discurso indireto em discurso direto, o verbo de elocução (disse) se manteve, o conectivo (que) desapareceu e a fala da personagem passou a ser marcada por sinal de pontuação.
Veja, ainda, que o verbo sonhar, que no discurso indireto se encontrava no pretérito mais-que-perfeito composto (havia sonhado), no discurso direto passa para o pretérito perfeito simples (sonhei), e o verbo ir, que no discurso indireto estava no pretérito (iria), no discurso direto aparece no presente do indicativo (vai).
Repare que o tempo verbal, no discurso indireto, será sempre passado em relação ao tempo verbal do discurso direto. Reproduzimos, a seguir, um quadro com as respectivas relações:
Verbo no presente do indicativo: - Não bebo dessa água - afirmou a menina.
Verbo no pretérito imperfeito do indicativo: - A menina afirmou que não bebia daquela água.
Verbo no pretérito perfeito: - Perdi meu guarda-chuva - disse ele.
Verbo no pretérito mais-que-perfeito: Ele disse que tinha perdido seu guarda-chuva.
Verbo no futuro do indicativo: - Irei ao jogo.
Verbo no futuro do pretérito: Ele confessou que iria ao jogo.
Verbo no imperativo: - Aplaudam! - ordenou o diretor.
Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo: O diretor ordenou que aplaudíssemos.

Discurso Indireto Livre

Finalmente, há um caso misto de reprodução das falas dos personagens em que se fundem palavras do narrador e palavras dos personagens; trata-se do discurso direto livre. Observe a seguinte passagem do romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles.
"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão leve. Rodopia flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz vermelho. Então ela sacode de novo. 'Assim tenho neve o ano inteiro'. Mas por que neve o ano inteiro? Onde é que tem neve aqui? Acha lindo a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de gelo nos dentes."
Na forma do discurso direto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz:
- Assim tenho neve o ano inteiro.
Mas por que neve o ano inteiro?"
Na forma do discurso indireto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro."
Outro Exemplo

Discurso Direto

- Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher.
- O senhor sabe o número dela?
- Ela é meio gordinha.
- O maior tamanho que temos é 44.
- Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88.
- Vou apanhar uns modelos para o senhor ver.

Discuro Indireto (conta com o narrador)

O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns modelos para que o homem pudesse vê-los."
Veja mais ainda:
Aí vai tudo o que você precisa saber sobre o assunto, diretamente de um dos maiores gramáticos brasileiros: Celso Cunha:

Discurso direto

Examinando este passo do conto Guaxinim do banhado, de Mário de Andrade:
"O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - "Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!..."
verificamos que o narrado, após introduzir o personagem, o guaxinim, deixou-o expressar-se "Lá na língua dele", reproduzindo-lhe a fala tal como ele a teria organizado e emitido.
A essa forma de expressão, em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias palavras, denominamos discurso direto.
Observação
No exemplo anterior, distinguimos claramente o narrador, do locutor, o guaxinim.
Mas o narrador e locutor podem confundir-se em casos como o das narrativas memorialistas feitas na primeira pessoa. Assim, na fala de Riobaldo, o personagem-narrador do romance de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
"Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?"
Ou, também, nestes versos de Augusto Meyer, em que o autor, liricamente identificado com a natureza de sua terra, ouve na voz do Minuano o convite que, na verdade, quem lhe faz é a sua própria alma:
"Ouço o meu grito gritar na voz do vento:
- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!"

Características do discurso direto

1. No plano formal, um enunciado em discurso direto é marcado, geralmente, pela presença de verbos do tipo dizer, afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, indagar ou expressões sinônimas, que podem introduzi-lo, arrematá-lo ou nele se inserir:
"E Alexandre abriu a torneira:
- Meu pai, homem de boa família, possuía fortuna grossa, como não ignoram." (Graciliano Ramos)
"Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor." (Cecília Meirelles)
"Os que não têm filhos são órfãos às avessas", escreveu Machado de Assis, creio que no Memorial de Aires. (A.F. Schmidt)
Quando falta um desses verbos dicendi, cabe ao contexto e a recursos gráficos - tais como os dois pontos, as aspas, o travessão e a mudança de linha - a função de indicar a fala do personagem. É o que observamos neste passo:
"Ao aviso da criada, a família tinha chegado à janela. Não avistaram o menino:
- Joãozinho!
Nada. Será que ele voou mesmo?"
2. No plano expressivo, a força da narração em discurso direto provém essencialmente de sua capacidade de atualizar o episódio, fazendo emergir da situação o personagem, tornando-o vivo para o ouvinte, à maneira de uma cena teatral, em que o narrador desempenha a mera função de indicador das falas.
Daí ser esta forma de relatar preferencialmente adotada nos atos diários de comunicação e nos estilos literários narrativos em que os autores pretendem representar diante dos que os lêem "a comédia humana, com a maior naturalidade possível". (E. Zola)

Discurso indireto

1. Tomemos como exemplo esta frase de Machado de Assis:
"Elisiário confessou que estava com sono."
Ao contrário do que observamos nos enunciados em discurso direto, o narrador incorpora aqui, ao seu próprio falar, uma informação do personagem (Elisiário), contentando-se em transmitir ao leitor o seu conteúdo, sem nenhum respeito à forma lingüística que teria sido realmente empregada.
Este processo de reproduzir enunciados chama-se discurso indireto.
2. Também, neste caso, narrador e personagem podem confundir-se num só:
"Engrosso a voz e afirmo que sou estudante." (Graciliano Ramos)
Características do discurso indireto
1. No plano formal verifica-se que, introduzidas também por um verbo declarativo (dizer, afirmar, ponderar, confessar, responder, etc), as falas dos personagens se contêm, no entanto, numa oração subordinada substantiva, de regra desenvolvida:
"O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doudos no mundo e menos ainda o inexplicável de alguns casos."
Nestas orações, como vimos, pode ocorrer a elipse da conjunção integrante:
"Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas." (Lima Barreto)
A conjunção integrante falta, naturalmente, quando, numa construção em discurso indireto, a subordinada substantiva assume a forma reduzida.:
"Um dos vizinhos disse-lhe serem as autoridades do Cachoeiro." (Graça Aranha)
2. No plano expressivo assinala-se, em primeiro lugar, que o emprego do discurso indireto pressupõe um tipo de relato de caráter predominantemente informativo e intelectivo, sem a feição teatral e atualizadora do discurso direto. O narrador passa a subordinar a si o personagem, com retirar-lhe a forma própria da expressão. Mas não se conclua daí que o discurso indireto seja uma construção estilística pobre. É, na verdade, do emprego sabiamente dosado de um e de outro tipo de discurso que os bons escritores extraem da narrativa os mais variados efeitos artísticos, em consonância com intenções expressivas que só a análise em profundidade de uma dada obra pode revelar.

Transposição do discurso direto para o indireto

Do confronto destas duas frases:
"- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela." (A.F. Schmidt)
"Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia."
verifica-se que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado se modificam, por acomodação ao novo molde sintático.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tipos Textuais



Os textos, independentemente do gênero a que pertencem, se constituem de seqüências com determinadas características lingüísticas, como classe gramatical predominante, estrutura sintática, predomínio de determinados tempos e modos verbais, relações lógicas. Assim, dependendo dessas características, temos os diferentes tipos textuais.

Como já vimos, os gêneros textuais são inúmeros, dependendo da função de cada texto e das diferentes situações comunicacionais. O mesmo não acontece com os tipos textuais, que são poucos:

Texto narrativo: Narrar é discorrer dos fatos. É contar. Consiste na elaboração de um texto que relate episódios, acontecimentos.

“O fiscal da alfândega não podia entender por que aquela velhinha viajava tanto. A cada dois dias, vinha ela pilotando uma motocicleta e ultrapassava a fronteira. Fora interceptada inúmeras vezes, fiscalizada e nada. O fiscal alfandegário não se conformou com aquilo.

_Que traz a senhora aí?
_Nada não, senhor!
A cena que se repetia com tanta freqüência intrigava o pobre homem.
Não se conteve:
_Não é por nada, não; me faz um favor, dona: Não vou lhe multar, nem nada; é só por curiosidade, a senhora está contrabandeando o quê?
_Seu fiscal, o senhor já desmontou a moto e nada achou, que quer mais?
_Só pra saber, dona!
_Ta bem, eu conto: o contrabando é a moto, moço!”

Texto Descritivo: Descrever é traduzir com palavras aquilo que se viu e observou. É a representação, por meio das palavras, de um objeto ou imagem.

"O clarinete que possuo foi obtido após o meu nascimento, doado como presente de aniversário por meu bisavô, um velho músico, do qual carrego o nome sem tê-lo conhecido. O clarinete é feito de madeira, possui um tubo predominantemente cilíndrico formado por cinco partes dependentes entre si, em cujo encaixe prevalece a cortiça, além das chaves e anéis de junção das partes, de meta. Sua embocadura é de marfim com dois parafusos de regulagem, os quais fixam a palheta bucal.

Texto dissertativo: Dissertar é tratar com desenvolvimento um ponto doutrinário, um tema abstrato, um assunto genérico. Ou seja, Dissertar é expor idéias em torno de um problema qualquer. Quando disserta o aoutor apresenta o assunto e o seu posicionamento. Ao se posicionar, ele formula uma tese ou a idéia principal do texto.

Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente “sérios” , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.(tese)

Gêneros Textuais

Ao depararmos com um texto que se inicia com “Querido Fulano, escrevo...”, sabemos que se trata de um bilhete ou de uma carta de caráter pessoal. Se o texto se iniciar com “Prezados Senhores, venho por meio...”, sabemos que se trata de uma correspondência formal. Se você colocar na situação de remetente, saberá como iniciar a carta, porque todos nós temos um modelo de carta na mente; isso é tão marcante que uma pessoa não alfabetizada tem interiorizado esse modelo e, se tiver de ditar uma carta para que o outro escreva, saberá o que precisa ser dito e como deve ser dito. O filme Central do Brasil, em que uma professora aposentada vive de escrever cartas ditadas por pessoas não alfabetizadas, exemplifica muito bem essa situação.

Da mesma forma, se depararmos com um texto que se inicia com “Alô? quem fala?”, sabemos que se trata de uma conversa telefônica. O mesmo ocorre ao lermos uma bula de remédio, as instruções de uso de um produto qualquer, um horóscopo, um cardápio de restaurante, etc.

Como já vimos, os textos desempenham papel fundamental em nossa vida social, já que estamos nos comunicando o tempo todo. No processo comunicativo, os textos têm função e cada esfera de utilização de língua, cada campo de atividade, elabora determinados tipos de textos que são estáveis, ou seja, se repetem tanto no assunto, como na função, no estilo, na forma. É isso que nos permite reconheceram texto como carta, ou bula de remédio, ou poesia, ou notícia jornalística, por exemplo.

O que é falado, a maneira como é falado e a forma que é dada ao texto são características diretamente ligadas ao gênero. Como as situações de comunicação em nossa vida social são inúmeras, inúmeros são os gêneros textuais: bilhete, carta pessoal, carta comercial, telefonema, notícia jornalística, editorial de jornais e revistas, horóscopo, receita culinária, texto didático, ata de reunião, cardápio, palestra, resenha crítica, bula de remédio, instruções de uso, e-mail, aula expositiva, piada, romance, conto, crônica, poesia, verbete de enciclopédias e dicionários, etc.

Identificar o gênero textual é um dos primeiros passos para uma competente leitura de texto. Pense numa situação bem corriqueira: um colega se aproxima e começa a contar algo que, em determinado momento, passa a soar esquisito, até que um dos ouvintes indaga “è piada ou você está falando sério?”. Observe que o interlocutor quer confirmar o gênero textual, uma vez que, dependendo do gênero, temos um ou outro entendimento.

Frase, oração, período

Aqui temos um trecho do livro de Machado de Assis, A mão e a luva.
Elegantíssimo, pelo contrário.
- O senhor tem sempre um cumprimento de reserva: vejo que não perdeu o tempo na academia, Vou-me embora. São horas da baronesa dar o seu passeio pela chácara.
- Será aquela senhora que ali está no alto da escada? Perguntou Estevão.
No enunciado as palavras vão se intercalando e formando uma mensagem. Ao analisar cada uma dessas mensagens, percebe-se um emaranhado de palavras com sentido.
“Elegantíssimo, pelo contrário.”, o enunciado fornece uma mensagem sem utilizar verbo é o que chamamos de frase.

Frase

É o enunciado com sentido completo, capaz de fazer uma comunicação.
Na frase é facultativo o uso do verbo.
Exemplos:
- Atenção!
- Que frio!
- A China passa por dificuldades.
As frases classificam-se em:
Declarativa: faz uma declaração. “Os olhos luziam de muita vida…” (Machado de Assis)
Interrogativa: utiliza uma pergunta. “Entro num drama ou saio de uma comédia?” (Machado de Assis)
Exclamativa: expressa sentimento. “Que imenso poeta, D. Guiomar!” (Machado de Assis)
Imperativa: dá uma ordem ou pedido. “Chegue-se mais perto…” (Machado de Assis)
Optativa: expressa um desejo. “Tomara que você passe na prova”.
“Vou-me embora.”, o enunciado fornece uma mensagem, porém usou verbo é o que chamamos de oração.

Oração

É o enunciado com sentido que se estrutura com base em um verbo.
Na oração é preciso usar verbo ou locução verbal.
Exemplos:
- A fábrica, hoje, produziu bem.
- Homens e mulheres são iguais perante a lei.
- O senhor tem sempre um cumprimento de reserva: vejo que não perdeu o tempo na academia, Vou-me embora.”, o enunciado apresenta uma mensagem em que se utilizou vários verbos é o que chamamos de período.

Período

É a oração composta por um ou mais verbos.
O período classifica-se em:
Simples: tem apenas uma oração.
- “As senhoras como se chamam?” (Machado de Assis)
Composto: tem duas ou mais orações.
- “Um deles perguntou-lhes familiarmente se iam consultar a adivinha”. (Machado de Assis)

Crônica: um gênero literário

A crônica é um gênero literário que, a princípio, era um "relato cronológico dos fatos sucedidos em qualquer lugar"1, isto é, uma narração de episódios históricos. Era a chamada "crônica histórica" (como a medieval). Essa relação de tempo e memória está relacionada com a própria origem grega da palavra, Chronos, que significa tempo. Portanto, a crônica, desde sua origem, é um "relato em permanente relação com o tempo, de onde tira, como memória escrita, sua matéria principal, o que fica do vivido"2.


A crônica se afastou da História com o avanço da imprensa e do jornal. Tornou-se "Folhetim". João Roberto Faria no prefácio de Crônicas Escolhidas de José de Alencar nos explica:

"Naqueles tempos, a crônica chamava-se folhetim e não tinha as características que tem hoje. Era um texto mais longo, publicado geralmente aos domingos no rodapé da primeira página do jornal, e seu primeiro objetivo era comentar e passar em revista os principais fatos da semana, fossem eles alegres ou tristes, sérios ou banais, econômicos ou políticos, sociais ou culturais. O resultado, para dar um exemplo, é que num único folhetim podiam estar, lado a lado, notícias sobre a guerra da Criméia, uma apreciação do espetáculo lírico que acabara de estrear, críticas às especulações na Bolsa e a descrição de um baile no Cassino."3

O folhetim fazia parte da estrutura dos jornais, era informativa e crítica. Aos poucos foi se afastando e se constituindo como gênero literário: a linguagem se tornou mais leve, mas com uma elaboração interna complexa, carregando a força da poesia e do humor.

Ainda hoje há a relação da crônica e o jornalismo. Os jornais ainda publicam crônicas diariamente, mas seu aspecto literário já é indiscutível. O próprio fato de conviver com o efêmero propicia uma comunicação que deve ser reveladora, sensível, insinuante e despretenciosa como só a literatura pode ser. É "uma forma de conhecimento de meandros sutis de nossa realidade e de nossa história..."2.

No Brasil, a crônica se consolidou por volta de 1930 e atualmente vem adquirindo uma importância maior em nossa literatura graças aos excelentes escritores que resolveram se dedicar exclusivamente a ela, como Rubem Braga e Luís Fernando Veríssimo, além dos grandes autores brasileiros, como Machado de Assis, José de Alencar e Carlos Drummond de Andrade, que também resolveram dedicar seus talentos a esse gênero. Tudo isso fez com que a crônica se desenvolvesse no Brasil de forma extremamente significativa.

Na crônica, "Tudo é vida, tudo é motivo de experiência e reflexão, ou simplesmente de divertimento, de esquecimento momentâneo de nós mesmos a troco do sonho ou da piada que nos transporta ao mundo da imaginação. Para voltarmos mais maduros à vida..."4.

As características abaixo foram citadas por vários autores que tentaram entender a crônica enquanto estilo literário:
  • Ligada à vida cotidiana;
  • Narrativa informal, familiar, intimista;
  • Uso da oralidade na escrita: linguagem coloquial;
  • Sensibilidade no contato com a realidade;
  • Síntese;
  • Uso do fato como meio ou pretexto para o artista exercer seu estilo e criatividade;
  • Dose de lirismo;
  • Natureza ensaística;
  • Leveza;
  • Diz coisas sérias por meio de uma aparente conversa fiada;
  • Uso do humor;
  • Brevidade;
  • É um fato moderno: está sujeita à rápida transformação e à fugacidade da vida moderna.
  • 1 - Afrânio Coutinho - "A literatura no Brasil" - Volume III - RJ: Livr. São José, 1964.
    2 - Davi Arrigucci Jr. - "Fragmentos sobre a crônica" - Folha de São Paulo, 01/05/87.
    3- João Roberto Faria no prefácio (Alenaar conversa com os seus leitores) de "Crônicas escolhidas - José de Alencar" - São Paulo: Ed. Ática e Folha de São Paulo, 1995.
    4 - Antônio Cândido no artigo "A vida ao rés-do-chão".

    quarta-feira, 26 de maio de 2010

    Descrição: um tipo textual

    O QUE É DESCRIÇÃO




    Descrever é CARACTERIZAR alguém, alguma coisa ou algum lugar através de características que particularizem o caracterizado em relação aos outros seres da sua espécie. Descrever, portanto, é também particularizar um ser. É "fotografar" com palavras.

    No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características - representadas linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos seres caracterizados - representados pelos SUBSTANTIVOS.

    Ex. O pássaro é azul . 1-Caractarizado: pássaro / 2-Caracterizador ou característica: azul / O verbo que liga 1 com 2 é o verbo "é".

    Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações objetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não-físicas do caracterizado).

    Ex.: Paulo está pálido (caracterização objetiva), mas lindo! (carcterização subjetiva).

    A descrição é um estilo textual que está quase sempre ligado à narração. Mas em uma narração o autor expressa o desencadear de acontecimentos e a descrição não sugere a progressão de tempo, baseia-se apenas em observar detalhes de personagens e até mesmo ambientes. O texto descritivo é que acaba dando mais significado e veracidade a uma história.

    Exemplo: “As águas majestosas do Paraíba regavam aquelas terras fertilíssimas, cobertas de abundantes lavouras e extensas matas virgens.A casa de habitação chamada pelos pretos, casa-grande, vasto e custoso edifício, estava assentada no cimo de formosa colina, donde se descortinava um soberbo horizonte.Assomava ao longe, emergindo do azul do céu, o dorso alcantilado da Serra do Mar, que ainda o cavalo a vapor não escarvara com a férrea úngula”.

    Conjunções



    É a palavra que liga orações basicamente, estabelecendo entre elas alguma relação (subordinação ou coordenação). As conjunções classificam-se em:

    Coordenativas, aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Subordinativas - ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. São exemplos de subordinativas (adverbiais):

    1. causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que;
    Ex: “Tão temerosa vinha e carregada, que pôs nos corações um grande medo.”

    2. comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que;
    Ex: “Os sonhos, um por um, céleres voam, como voam as pombas dos pombais.”

    3. condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos que;
    Ex: Se o pai consentisse , Manuel continuaria namorando a Isabel.

    4. consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, sem que;
    Exs: “Tão temerosa vinha e carregada, que pôs nos corações um grande medo.”

    5. conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como;
    Ex: Tudo se realizou, conforme havia previsto o astrólogo.

    6. concessivas: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que;
    Ex: Não consigo ouvir a voz do astronauta, por mais que me esforce.

    7. temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que;
    Ex: Quando a vejo, bate-me o coração mais forte.

    8. finais: a fim de que, para que, que;
    Ex: É necessário que lutemos, a fim de que possamos triunfar.

    9. proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto menos);
    Ex: À proporção que remávamos, eu lhe ia contando a história.

    terça-feira, 25 de maio de 2010

    Adjetivos


    Adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, indicando características de defeito, qualidade, estado, etc.

    Exemplos: Comida gostosa.

    Menino bonito.

    Gosto ruim.


    Formação do adjetivo

    O adjetivo pode ser:

    Simples - possui apenas um radical, um só elemento: azul, surdo,

    Composto – possui mais de um radical, mais de um elemento: azul-escuro, surdo-mudo.

    Primitivo – é aquele que não deriva de outra palavra; servindo de base para a formação de outras palavras: triste, bom, pobre.

    Derivado – é aquele que deriva de outras palavras, geralmente de substantivos e de verbos: tristonho, bondoso, pobretão.

    Flexão do adjetivo

    O adjetivo varia em gênero, número e grau.

    1) Gênero do adjetivo

    Uniformes: apresenta uma só forma para os dois gêneros, masculino e feminino.

    Menino feliz – menina feliz

    Empregado competente – empregada competente

    Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino.

    O atleta brasileiro – a atleta brasileira.

    O menino lindo – a menina linda.

    2) Número do adjetivo

    O adjetivo simples faz o plural seguindo a mesma regra do substantivo:

    Rapaz feliz – rapazes felizes

    Roupa branca – roupas brancas

    No plural dos adjetivos compostos acrescenta-se o s apenas no último elemento:

    Lente côncavo-convexa – lentes côncavo-convexa

    Crianças mal-educadas – crianças mal-educadas

    PARTICULARIDADES

    » Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis:

    Carro azul-marinho – carros azul-marinho

    Vestido azul-celeste – vestidos azul-celeste

    » O adjetivo composto surdo-mudo flexiona os dois elementos:

    Rapaz surdo-mudo – rapazes surdos-mudos

    » Nos adjetivos referentes a cores, o adjetivo composto fica invariável quando o segundo elemento for um substantivo:

    Saia verde-oliva – saias verde-oliva

    Sofá marrom-café – sofás marrom-café

    Locução adjetiva

    Em Gramática , chamamos de locução à reunião de duas ou mais palavras com o valor de uma só. Locução adjetiva é, portanto, a união de duas ou mais palavras que equivalem a um adjetivo. Elas são usualmente formadas por:

    » uma preposição e um substantivo

    » uma preposição e um advérbio

    Dente de cão = dente canino

    Conselho de mãe = conselho materno

    Pneus de trás = pneus traseiros

    Ataque de frente = ataque frontal

    Algumas locuções e seus adjetivos correspondentes:

    De aluno - discente

    De abdômen – abdominal

    De açúcar – sacarino

    De anjo – angélico, angelical

    De água – aquático, áqueo, hidráulico, hídrico

    De ave – aviário, aviculário, ornítico

    De cabeça – cefálico

    De casamento – matrimonial, nupcial

    De direito – jurídico

    De estômago –estomacal, gástrico

    De garganta – gutural

    De intestino – celíaco, entérico, intestinal

    De manhã – matinal, matutino, crástino

    De mês – mensal

    De pele – cutâneo

    De peso – ponderal

    De tarde – vesperal, vespertino

    Adjetivos pátrios

    O adjetivo pátrio é aquele que se refere a países, estados, cidades, etc. A maioria desses adjetivos forma-se pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo que os origina. Os principais sufixos formadores de adjetivos pátrios são: -aco, -ano, -ão, -eiro, -ês, -ense, -eu, -ino, -ita.

    Acre – acreano

    Amapá – amapaense

    Espírito Santo – espírito-santense ou capixaba

    Mato Grosso – mato-grossense

    Pará – paraense

    Piauí – piauense

    Porto Alegre – porto-alegrense

    Recife – recifense

    Rio Grande do Norte – potiguar ou rio-grandense-do-norte

    Rio Grande do Sul – gaúcho ou rio-grandense-do sul

    Minas Gerais – mineiro

    Belo horizonte - belo-horizontino

    Belém (do Pará) – belenense

    China - chinês

    Campinas - campineiro, campinense

    Goiânia - goianiense

    Lisboa - lisboeta, lisbonense

    Maceió - maceioense

    África – africano

    América – americano

    Ásia – asiático

    Europa – europeu

    Oceania – acêanico

    Alemanha – alemão

    Bélgica – belga

    Brasil – brasileiro

    Estados unidos – estadunidense, norte-americano

    Israel – israelense ou israelita

    Irã - iraniano

    Japão - japonês

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Adjetivo

    A avó


    A avó tem cabelos muito brancos, curtos e lisos. Pouco cabelo. A pele é toda enrugada. Parece que já está virando árvore. O corpo também é pequeno. Ela toda parece um pássaro. Usa um xale de renda na cabeça e nas mãos carrega sempre um livro sagrado e cheiro de cebola. Tem passos miúdos. Às vezes parece orvalho. Já está quase desaparecendo, dá pra notar. Os olhos pousados em coisas distantes, invisíveis navios, alguma terra do lado de lá?


    Observe as palavras destacadas:

    A avó tem cabelos muito brancos, curtos e lisos

    Essas palavras informam como são os cabelos, isto é, as características dos cabelos.

    Cabelos brancos, curtos, lisos

    substantivo características, qualidades

    As características dos seres e dos objetos podem ser constituídas por:

    a) uma única palavra: adjetivo

    cabelos brancos, curtos, lisos

    substantivo adjetivos

    b) um único grupo de palavras: locução adjetiva

    Xale de renda

    substantivo Locução adjetiva

    Adjetivo é a palavra que informa as características dos seres ou dos objetos, ou seja, dos substantivos

    Locução adjetiva é um grupo de palavras que equivalem a um adjetivo

    ex.: amor de anjo / amor angelical, aparelho auditivo / aparelho de ouvido

    Algumas locuções adjetivas:

    adjetivo

    locução adjetiva

    anual

    bucal

    campestre

    craniano

    pluvial

    fluvial

    episcopal

    sanguínea

    humano

    fabril

    de ano

    de boca

    do campo

    do crânio

    da chuva

    do rio

    de bispo

    do sangue

    de homem

    de fábrica

    O adjetivo sempre está relacionado com o pronome e com o substantivo

    ex.: A população nordestina sofre com a seca

    Você é nordestino

    EXERCÍCIOS

    1. Relacione a 1ª coluna à 2ª:
    1 - água de chuva ( ) Fluvial
    2 - olho de gato ( ) Angelical
    3 - água de rio ( ) Felino
    4 - Cara-de-anjo ( ) Pluvial

    Assim temos:
    a) 1 – 4 – 2 – 3;
    b) 3 – 2 – 1 – 4;
    c) 3 – 1 – 2 – 4;
    d) 3 – 4 – 2 – 1;
    e) 4 – 3 – 1 – 2.

    2.O item em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo dado é:
    a) hibernal - de inverno;
    b) filatélico - de folhas;
    c) discente - de alunos;
    d) docente - de professor;
    e) onírico - de sonho.

    3. Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase apresentada:
    “Os acidentados foram encaminhados a diferentes clínicas ____________________” .
    a) médicas-cirúrgicas;
    b) médica-cirúrgicas;
    c) médico-cirúrgicas;
    d) médicos-cirúrgicas;
    e) médica-cirúrgicos.

    4. Assinale a alternativa em que todos os adjetivos têm uma só forma para os dois gêneros:
    a) andaluz, hindu, comum;
    b) europeu, cortês, feliz;
    c) fofo, incolor, cru;
    d) superior, agrícola, namorador;
    e) exemplar, fácil, simples.

    gabartito: 1.D 2.B 3.C 4.E

    segunda-feira, 24 de maio de 2010

    Um passo para o futuro - Orientações gerais



    Olá pessoal!

    Es
    te primeiro post (chamamos assim mesmo na linguagem "bloguística", emprestado do inglês, para significar postagem, publicação) contém algumas informações para vocês alunos do 7° e 8° anos do Ensino Fundamental que vou comentar agora.

    Em caráter emergencial, vamos testar o nosso blog como ferramenta de estudos para as provas de vocês que se aproximam, tudo bem? Aqui vocês encontrarão os conteúdos delas em textos e exercícios. Também vou sugerir links para vocês clicarem em cima e verificarem os conteúdos que estarão lá. Não hesitem! Esse é o mundo virtual de vocês, portanto explorem!

    Por hora, estou listando aqui os conteúdos que acordamos em sala para serem avaliados. Confira abaixo:

    Conteúdos 7° ano:

    * Substantivos e seus determinantes;
    *Adjetivos:
    -adjetivos pátrios;
    -gênero (masculino e feminino);
    -número (singular e plural);
    -simples/compostos;
    -primitivos/derivados.
    -locuções adjetivas;
    *Uso do hífen (Acordo Ortográfico);
    *Descrição (tipo textual);
    *Crônica (gênero textual).

    Conteúdos 8° ano:

    *Frase, oração e período;
    -tipos de frase (nominal e verbal);
    -tipos de período (simples e composto).
    *Elementos de coesão no texto:
    -conjunções adverbiais;
    -elementos coesivos e organização do período.
    *Uso do hífen (Acordo Ortográfico);
    *Descrição (tipo textual);
    *Conto e romance (gêneros textuais);


    Então, preparados? Vamos em frente, o futuro está só começando!