sexta-feira, 28 de maio de 2010
O conto é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão (no sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características, estão a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total – da qual falava Poe (1809-1849) eTchekhov (1860-1904): o conto precisa causar um efeito singular no leitor; muita excitação e emotividade. Ao escritor de contos dá-se o nome de contista.
Forma: expressão ou linguagem mais os elementos concretos e estruturados, como as palavras e as frases.
Conteúdo: é imaterial (fixado e carregado pela forma); são as personagens, suas ações, a história (ver Céu, inferno, Alfredo Bosi).
O conto necessita de tensão, ritmo, o imprevisto dentro dos parâmetros previstos, unidade, compactação, concisão, conflito, início, meio e fim; o passado e o futuro têm significado menor. O "flashback" pode acontecer, mas só se absolutamente necessário, mesmo assim da forma mais curta possível.
Focos narrativos
- Primeira pessoa: Personagem principal conta sua história; este narrador limita-se ao saber de si próprio, fala de sua própria vivência. Esta é uma narrativa típica do romance epistolar (século XVIII).
- Terceira pessoa: O texto é narrado em 3ª pessoa e neste caso podemos ter:
A) Narrador observador: o narrador limita-se a descrever o que está acontecendo, "falando" do exterior, não nos colocando dentro da cabeça da personagem; assim não sabemos suas emoções, idéias, pensamentos. O narrador apenas descreve o que vê, no mais, especula.
B) Narrador onisciente conta a história; o narrador tudo sabe sobre a vida das personagens, sobre seus destinos, idéias, pensamentos. Como se narrasse de dentro da cabeça delas.
Romance
O romance é um gênero da literatura. Herdeiro da epopéia, é tipicamente um gênero do modo narrativo, assim como a novela e o conto.
A diferença entre romance e novela não é clara, mas costuma-se definir que no romance há um paralelo de várias ações, enquanto na novela há uma concatenação de ações individualizadas. No romance uma personagem pode surgir em meio a história e desaparecer depois de cumprir sua função. Outra distinção importante é que no romance o final é um enfraquecimento de uma combinação e ligação de elementos heterogêneos, não o clímax.
Há de notar que o romance tornou-se gênero preferencial a partir do Romantismo, por isso ficando o termo romance associado a estes. Entretanto o realismo teria no romance sua base fundamental, pois apenas este permitia a minúcia descritiva, que exporia os problemas sociais.
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
(Machado de Assis, Quincas Borba, cap. XXXIV)
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo."
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a trouxe consigo?
Tipos de Discurso
Discurso Direto
- Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra.
"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação, disse-lhes eu:
- Que crepúsculo fez hoje!
Respondeu-me uma delas:
- Não, não reparamos em nada."
Discurso Indireto
NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão.
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse-lhe:
- Sonhei que vai faltar feijão."
| Verbo no presente do indicativo: | - Não bebo dessa água - afirmou a menina. |
| Verbo no pretérito imperfeito do indicativo: | - A menina afirmou que não bebia daquela água. |
| Verbo no pretérito perfeito: | - Perdi meu guarda-chuva - disse ele. |
| Verbo no pretérito mais-que-perfeito: | Ele disse que tinha perdido seu guarda-chuva. |
| Verbo no futuro do indicativo: | - Irei ao jogo. |
| Verbo no futuro do pretérito: | Ele confessou que iria ao jogo. |
| Verbo no imperativo: | - Aplaudam! - ordenou o diretor. |
| Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo: | O diretor ordenou que aplaudíssemos. |
Discurso Indireto Livre
"Então ela sacode de novo e diz:
- Assim tenho neve o ano inteiro.
Mas por que neve o ano inteiro?"
"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro."
Discurso Direto
- Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher.
- O senhor sabe o número dela?
- Ela é meio gordinha.
- O maior tamanho que temos é 44.
- Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88.
- Vou apanhar uns modelos para o senhor ver.
Discuro Indireto (conta com o narrador)
O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns modelos para que o homem pudesse vê-los."
Discurso direto
"O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - "Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!..."
"Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?"
"Ouço o meu grito gritar na voz do vento:
- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!"
Características do discurso direto
- Meu pai, homem de boa família, possuía fortuna grossa, como não ignoram." (Graciliano Ramos)
"Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor." (Cecília Meirelles)
"Os que não têm filhos são órfãos às avessas", escreveu Machado de Assis, creio que no Memorial de Aires. (A.F. Schmidt)
"Ao aviso da criada, a família tinha chegado à janela. Não avistaram o menino:
- Joãozinho!
Nada. Será que ele voou mesmo?"
Discurso indireto
"Elisiário confessou que estava com sono."
"Engrosso a voz e afirmo que sou estudante." (Graciliano Ramos)
"O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doudos no mundo e menos ainda o inexplicável de alguns casos."
"Um dos vizinhos disse-lhe serem as autoridades do Cachoeiro." (Graça Aranha)
Transposição do discurso direto para o indireto
"- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela." (A.F. Schmidt)
"Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia."
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Como já vimos, os gêneros textuais são inúmeros, dependendo da função de cada texto e das diferentes situações comunicacionais. O mesmo não acontece com os tipos textuais, que são poucos:
Texto narrativo: Narrar é discorrer dos fatos. É contar. Consiste na elaboração de um texto que relate episódios, acontecimentos.
“O fiscal da alfândega não podia entender por que aquela velhinha viajava tanto. A cada dois dias, vinha ela pilotando uma motocicleta e ultrapassava a fronteira. Fora interceptada inúmeras vezes, fiscalizada e nada. O fiscal alfandegário não se conformou com aquilo.
_Que traz a senhora aí?
_Nada não, senhor!
A cena que se repetia com tanta freqüência intrigava o pobre homem.
Não se conteve:
_Não é por nada, não; me faz um favor, dona: Não vou lhe multar, nem nada; é só por curiosidade, a senhora está contrabandeando o quê?
_Seu fiscal, o senhor já desmontou a moto e nada achou, que quer mais?
_Só pra saber, dona!
_Ta bem, eu conto: o contrabando é a moto, moço!”
Texto Descritivo: Descrever é traduzir com palavras aquilo que se viu e observou. É a representação, por meio das palavras, de um objeto ou imagem.
"O clarinete que possuo foi obtido após o meu nascimento, doado como presente de aniversário por meu bisavô, um velho músico, do qual carrego o nome sem tê-lo conhecido. O clarinete é feito de madeira, possui um tubo predominantemente cilíndrico formado por cinco partes dependentes entre si, em cujo encaixe prevalece a cortiça, além das chaves e anéis de junção das partes, de meta. Sua embocadura é de marfim com dois parafusos de regulagem, os quais fixam a palheta bucal.
Texto dissertativo: Dissertar é tratar com desenvolvimento um ponto doutrinário, um tema abstrato, um assunto genérico. Ou seja, Dissertar é expor idéias em torno de um problema qualquer. Quando disserta o aoutor apresenta o assunto e o seu posicionamento. Ao se posicionar, ele formula uma tese ou a idéia principal do texto.
Teatro e escola, em princípio, parecem ser espaços distintos, que desenvolvem atividades complementares diferentes. Em contraposição ao ambiente normalmente fechado da sala de aula e aos seus assuntos pretensamente “sérios” , o teatro se configura como um espaço de lazer e diversão. Entretanto, se examinarmos as origens do teatro, ainda na Grécia antiga, veremos que teatro e escola sempre caminharam juntos, mais do que se imagina.(tese)
Ao depararmos com um texto que se inicia com “Querido Fulano, escrevo...”, sabemos que se trata de um bilhete ou de uma carta de caráter pessoal. Se o texto se iniciar com “Prezados Senhores, venho por meio...”, sabemos que se trata de uma correspondência formal. Se você colocar na situação de remetente, saberá como iniciar a carta, porque todos nós temos um modelo de carta na mente; isso é tão marcante que uma pessoa não alfabetizada tem interiorizado esse modelo e, se tiver de ditar uma carta para que o outro escreva, saberá o que precisa ser dito e como deve ser dito. O filme Central do Brasil, em que uma professora aposentada vive de escrever cartas ditadas por pessoas não alfabetizadas, exemplifica muito bem essa situação.
Da mesma forma, se depararmos com um texto que se inicia com “Alô? quem fala?”, sabemos que se trata de uma conversa telefônica. O mesmo ocorre ao lermos uma bula de remédio, as instruções de uso de um produto qualquer, um horóscopo, um cardápio de restaurante, etc.
Como já vimos, os textos desempenham papel fundamental em nossa vida social, já que estamos nos comunicando o tempo todo. No processo comunicativo, os textos têm função e cada esfera de utilização de língua, cada campo de atividade, elabora determinados tipos de textos que são estáveis, ou seja, se repetem tanto no assunto, como na função, no estilo, na forma. É isso que nos permite reconheceram texto como carta, ou bula de remédio, ou poesia, ou notícia jornalística, por exemplo.
O que é falado, a maneira como é falado e a forma que é dada ao texto são características diretamente ligadas ao gênero. Como as situações de comunicação em nossa vida social são inúmeras, inúmeros são os gêneros textuais: bilhete, carta pessoal, carta comercial, telefonema, notícia jornalística, editorial de jornais e revistas, horóscopo, receita culinária, texto didático, ata de reunião, cardápio, palestra, resenha crítica, bula de remédio, instruções de uso, e-mail, aula expositiva, piada, romance, conto, crônica, poesia, verbete de enciclopédias e dicionários, etc.
Identificar o gênero textual é um dos primeiros passos para uma competente leitura de texto. Pense numa situação bem corriqueira: um colega se aproxima e começa a contar algo que, em determinado momento, passa a soar esquisito, até que um dos ouvintes indaga “è piada ou você está falando sério?”. Observe que o interlocutor quer confirmar o gênero textual, uma vez que, dependendo do gênero, temos um ou outro entendimento.
Frase
Exemplos:
- Atenção!
- Que frio!
- A China passa por dificuldades.
“Vou-me embora.”, o enunciado fornece uma mensagem, porém usou verbo é o que chamamos de oração.
Oração
Exemplos:
- A fábrica, hoje, produziu bem.
- Homens e mulheres são iguais perante a lei.
Período
- “As senhoras como se chamam?” (Machado de Assis)
- “Um deles perguntou-lhes familiarmente se iam consultar a adivinha”. (Machado de Assis)
A crônica é um gênero literário que, a princípio, era um "relato cronológico dos fatos sucedidos em qualquer lugar"1, isto é, uma narração de episódios históricos. Era a chamada "crônica histórica" (como a medieval). Essa relação de tempo e memória está relacionada com a própria origem grega da palavra, Chronos, que significa tempo. Portanto, a crônica, desde sua origem, é um "relato em permanente relação com o tempo, de onde tira, como memória escrita, sua matéria principal, o que fica do vivido"2.
A crônica se afastou da História com o avanço da imprensa e do jornal. Tornou-se "Folhetim". João Roberto Faria no prefácio de Crônicas Escolhidas de José de Alencar nos explica:
"Naqueles tempos, a crônica chamava-se folhetim e não tinha as características que tem hoje. Era um texto mais longo, publicado geralmente aos domingos no rodapé da primeira página do jornal, e seu primeiro objetivo era comentar e passar em revista os principais fatos da semana, fossem eles alegres ou tristes, sérios ou banais, econômicos ou políticos, sociais ou culturais. O resultado, para dar um exemplo, é que num único folhetim podiam estar, lado a lado, notícias sobre a guerra da Criméia, uma apreciação do espetáculo lírico que acabara de estrear, críticas às especulações na Bolsa e a descrição de um baile no Cassino."3
Ainda hoje há a relação da crônica e o jornalismo. Os jornais ainda publicam crônicas diariamente, mas seu aspecto literário já é indiscutível. O próprio fato de conviver com o efêmero propicia uma comunicação que deve ser reveladora, sensível, insinuante e despretenciosa como só a literatura pode ser. É "uma forma de conhecimento de meandros sutis de nossa realidade e de nossa história..."2.
No Brasil, a crônica se consolidou por volta de 1930 e atualmente vem adquirindo uma importância maior em nossa literatura graças aos excelentes escritores que resolveram se dedicar exclusivamente a ela, como Rubem Braga e Luís Fernando Veríssimo, além dos grandes autores brasileiros, como Machado de Assis, José de Alencar e Carlos Drummond de Andrade, que também resolveram dedicar seus talentos a esse gênero. Tudo isso fez com que a crônica se desenvolvesse no Brasil de forma extremamente significativa.
Na crônica, "Tudo é vida, tudo é motivo de experiência e reflexão, ou simplesmente de divertimento, de esquecimento momentâneo de nós mesmos a troco do sonho ou da piada que nos transporta ao mundo da imaginação. Para voltarmos mais maduros à vida..."4.
As características abaixo foram citadas por vários autores que tentaram entender a crônica enquanto estilo literário: 1 - Afrânio Coutinho - "A literatura no Brasil" - Volume III - RJ: Livr. São José, 1964.
2 - Davi Arrigucci Jr. - "Fragmentos sobre a crônica" - Folha de São Paulo, 01/05/87.
3- João Roberto Faria no prefácio (Alenaar conversa com os seus leitores) de "Crônicas escolhidas - José de Alencar" - São Paulo: Ed. Ática e Folha de São Paulo, 1995.
4 - Antônio Cândido no artigo "A vida ao rés-do-chão".
quarta-feira, 26 de maio de 2010
O QUE É DESCRIÇÃO
No texto descritivo, por isso, os tipos de verbos mais adequados (mais comuns) são os VERBOS DE LIGAÇÃO (SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, CONTINUAR, TER, PARECER, etc.), pois esses tipos de verbos ligam as características - representadas linguisticamente pelos ADJETIVOS - aos seres caracterizados - representados pelos SUBSTANTIVOS.
Ex. O pássaro é azul . 1-Caractarizado: pássaro / 2-Caracterizador ou característica: azul / O verbo que liga 1 com 2 é o verbo "é".
Num texto descritivo podem ocorrer tanto caracterizações objetivas (físicas, concretas), quanto subjetivas (aquelas que dependem do ponto de vista de quem descreve e que se referem às características não-físicas do caracterizado).
Ex.: Paulo está pálido (caracterização objetiva), mas lindo! (carcterização subjetiva).
A descrição é um estilo textual que está quase sempre ligado à narração. Mas em uma narração o autor expressa o desencadear de acontecimentos e a descrição não sugere a progressão de tempo, baseia-se apenas em observar detalhes de personagens e até mesmo ambientes. O texto descritivo é que acaba dando mais significado e veracidade a uma história.
Exemplo: “As águas majestosas do Paraíba regavam aquelas terras fertilíssimas, cobertas de abundantes lavouras e extensas matas virgens.A casa de habitação chamada pelos pretos, casa-grande, vasto e custoso edifício, estava assentada no cimo de formosa colina, donde se descortinava um soberbo horizonte.Assomava ao longe, emergindo do azul do céu, o dorso alcantilado da Serra do Mar, que ainda o cavalo a vapor não escarvara com a férrea úngula”.
Coordenativas, aquelas que ligam duas orações independentes (coordenadas), ou dois termos que exercem a mesma função sintática dentro da oração. Subordinativas - ligam duas orações dependentes, subordinando uma à outra. São exemplos de subordinativas (adverbiais):
1. causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como, desde que;
Ex: “Tão temerosa vinha e carregada, que pôs nos corações um grande medo.”
2. comparativas: como, (tal) qual, assim como, (tanto) quanto, (mais ou menos +) que;
Ex: “Os sonhos, um por um, céleres voam, como voam as pombas dos pombais.”
3. condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= se não), a menos que;
Ex: Se o pai consentisse , Manuel continuaria namorando a Isabel.
4. consecutivas (conseqüência, resultado, efeito): que (precedido de tal, tanto, tão etc. - indicadores de intensidade), de modo que, de maneira que, de sorte que, de maneira que, sem que;
Exs: “Tão temerosa vinha e carregada, que pôs nos corações um grande medo.”
5. conformativas (conformidade, adequação): conforme, segundo, consoante, como;
Ex: Tudo se realizou, conforme havia previsto o astrólogo.
6. concessivas: embora, conquanto, posto que, por muito que, se bem que, ainda que, mesmo que;
Ex: Não consigo ouvir a voz do astronauta, por mais que me esforce.
7. temporais: quando, enquanto, logo que, desde que, assim que, mal (= logo que), até que;
Ex: Quando a vejo, bate-me o coração mais forte.
8. finais: a fim de que, para que, que;
Ex: É necessário que lutemos, a fim de que possamos triunfar.
9. proporcionais: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais (+ tanto menos);
Ex: À proporção que remávamos, eu lhe ia contando a história.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, indicando características de defeito, qualidade, estado, etc.
Exemplos: Comida gostosa.
Menino bonito.
Gosto ruim.
Formação do adjetivo
O adjetivo pode ser:
Simples - possui apenas um radical, um só elemento: azul, surdo,
Composto – possui mais de um radical, mais de um elemento: azul-escuro, surdo-mudo.
Primitivo – é aquele que não deriva de outra palavra; servindo de base para a formação de outras palavras: triste, bom, pobre.
Derivado – é aquele que deriva de outras palavras, geralmente de substantivos e de verbos: tristonho, bondoso, pobretão.
Flexão do adjetivo
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
1) Gênero do adjetivo
Uniformes: apresenta uma só forma para os dois gêneros, masculino e feminino.
Menino feliz – menina feliz
Empregado competente – empregada competente
Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino.
O atleta brasileiro – a atleta brasileira.
O menino lindo – a menina linda.
2) Número do adjetivo
O adjetivo simples faz o plural seguindo a mesma regra do substantivo:
Rapaz feliz – rapazes felizes
Roupa branca – roupas brancas
No plural dos adjetivos compostos acrescenta-se o s apenas no último elemento:
Lente côncavo-convexa – lentes côncavo-convexa
Crianças mal-educadas – crianças mal-educadas
PARTICULARIDADES
» Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis:
Carro azul-marinho – carros azul-marinho
Vestido azul-celeste – vestidos azul-celeste
» O adjetivo composto surdo-mudo flexiona os dois elementos:
Rapaz surdo-mudo – rapazes surdos-mudos
» Nos adjetivos referentes a cores, o adjetivo composto fica invariável quando o segundo elemento for um substantivo:
Saia verde-oliva – saias verde-oliva
Sofá marrom-café – sofás marrom-café
Locução adjetiva
Em Gramática , chamamos de locução à reunião de duas ou mais palavras com o valor de uma só. Locução adjetiva é, portanto, a união de duas ou mais palavras que equivalem a um adjetivo. Elas são usualmente formadas por:
» uma preposição e um substantivo
» uma preposição e um advérbio
Dente de cão = dente canino
Conselho de mãe = conselho materno
Pneus de trás = pneus traseiros
Ataque de frente = ataque frontal
Algumas locuções e seus adjetivos correspondentes:
De aluno - discente
De abdômen – abdominal
De açúcar – sacarino
De anjo – angélico, angelical
De água – aquático, áqueo, hidráulico, hídrico
De ave – aviário, aviculário, ornítico
De cabeça – cefálico
De casamento – matrimonial, nupcial
De direito – jurídico
De estômago –estomacal, gástrico
De garganta – gutural
De intestino – celíaco, entérico, intestinal
De manhã – matinal, matutino, crástino
De mês – mensal
De pele – cutâneo
De peso – ponderal
De tarde – vesperal, vespertino
Adjetivos pátrios
O adjetivo pátrio é aquele que se refere a países, estados, cidades, etc. A maioria desses adjetivos forma-se pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo que os origina. Os principais sufixos formadores de adjetivos pátrios são: -aco, -ano, -ão, -eiro, -ês, -ense, -eu, -ino, -ita.
Acre – acreano
Amapá – amapaense
Espírito Santo – espírito-santense ou capixaba
Mato Grosso – mato-grossense
Pará – paraense
Piauí – piauense
Porto Alegre – porto-alegrense
Recife – recifense
Rio Grande do Norte – potiguar ou rio-grandense-do-norte
Rio Grande do Sul – gaúcho ou rio-grandense-do sul
Minas Gerais – mineiro
Belo horizonte - belo-horizontino
Belém (do Pará) – belenense
China - chinês
Campinas - campineiro, campinense
Goiânia - goianiense
Lisboa - lisboeta, lisbonense
Maceió - maceioense
África – africano
América – americano
Ásia – asiático
Europa – europeu
Oceania – acêanico
Alemanha – alemão
Bélgica – belga
Brasil – brasileiro
Estados unidos – estadunidense, norte-americano
Israel – israelense ou israelita
Irã - iraniano
Japão - japonês
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Adjetivo
A avó
A avó tem cabelos muito brancos, curtos e lisos. Pouco cabelo. A pele é toda enrugada. Parece que já está virando árvore. O corpo também é pequeno. Ela toda parece um pássaro. Usa um xale de renda na cabeça e nas mãos carrega sempre um livro sagrado e cheiro de cebola. Tem passos miúdos. Às vezes parece orvalho. Já está quase desaparecendo, dá pra notar. Os olhos pousados em coisas distantes, invisíveis navios, alguma terra do lado de lá?
Observe as palavras destacadas:
A avó tem cabelos muito brancos, curtos e lisos
Essas palavras informam como são os cabelos, isto é, as características dos cabelos.
Cabelos brancos, curtos, lisos
substantivo características, qualidades
As características dos seres e dos objetos podem ser constituídas por:
a) uma única palavra: adjetivo
cabelos brancos, curtos, lisos
substantivo adjetivos
b) um único grupo de palavras: locução adjetiva
Xale de renda
substantivo Locução adjetiva
Adjetivo é a palavra que informa as características dos seres ou dos objetos, ou seja, dos substantivos
Locução adjetiva é um grupo de palavras que equivalem a um adjetivo
ex.: amor de anjo / amor angelical, aparelho auditivo / aparelho de ouvido
Algumas locuções adjetivas:
| adjetivo | locução adjetiva |
| anual bucal campestre craniano pluvial fluvial episcopal sanguínea humano fabril | de ano de boca do campo do crânio da chuva do rio de bispo do sangue de homem de fábrica |
O adjetivo sempre está relacionado com o pronome e com o substantivo
ex.: A população nordestina sofre com a seca
EXERCÍCIOS
1. Relacione a 1ª coluna à 2ª:1 - água de chuva ( ) Fluvial
2 - olho de gato ( ) Angelical
3 - água de rio ( ) Felino
4 - Cara-de-anjo ( ) Pluvial
Assim temos:
a) 1 – 4 – 2 – 3;
b) 3 – 2 – 1 – 4;
c) 3 – 1 – 2 – 4;
d) 3 – 4 – 2 – 1;
e) 4 – 3 – 1 – 2.
2.O item em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo dado é:
a) hibernal - de inverno;
b) filatélico - de folhas;
c) discente - de alunos;
d) docente - de professor;
e) onírico - de sonho.
3. Selecione a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase apresentada:
“Os acidentados foram encaminhados a diferentes clínicas ____________________” .
a) médicas-cirúrgicas;
b) médica-cirúrgicas;
c) médico-cirúrgicas;
d) médicos-cirúrgicas;
e) médica-cirúrgicos.
4. Assinale a alternativa em que todos os adjetivos têm uma só forma para os dois gêneros:
a) andaluz, hindu, comum;
b) europeu, cortês, feliz;
c) fofo, incolor, cru;
d) superior, agrícola, namorador;
e) exemplar, fácil, simples.
gabartito: 1.D 2.B 3.C 4.E
segunda-feira, 24 de maio de 2010

Este primeiro post (chamamos assim mesmo na linguagem "bloguística", emprestado do inglês, para significar postagem, publicação) contém algumas informações para vocês alunos do 7° e 8° anos do Ensino Fundamental que vou comentar agora.
Em caráter emergencial, vamos testar o nosso blog como ferramenta de estudos para as provas de vocês que se aproximam, tudo bem? Aqui vocês encontrarão os conteúdos delas em textos e exercícios. Também vou sugerir links para vocês clicarem em cima e verificarem os conteúdos que estarão lá. Não hesitem! Esse é o mundo virtual de vocês, portanto explorem!
Por hora, estou listando aqui os conteúdos que acordamos em sala para serem avaliados. Confira abaixo:
Conteúdos 7° ano:
* Substantivos e seus determinantes;
*Adjetivos:
-adjetivos pátrios;
-gênero (masculino e feminino);
-número (singular e plural);
-simples/compostos;
-primitivos/derivados.
-locuções adjetivas;
*Uso do hífen (Acordo Ortográfico);
*Descrição (tipo textual);
*Crônica (gênero textual).
Conteúdos 8° ano:
*Frase, oração e período;
-tipos de frase (nominal e verbal);
-tipos de período (simples e composto).
*Elementos de coesão no texto:
-conjunções adverbiais;
-elementos coesivos e organização do período.
*Uso do hífen (Acordo Ortográfico);
*Descrição (tipo textual);
*Conto e romance (gêneros textuais);
Então, preparados? Vamos em frente, o futuro está só começando!

