quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Nascido na França por volta de 1880, o Simbolismo se define como um movimento artístico, relativamente complexo, abrangendo música, pintura e literatura, na qual se destaca a poesia.
De tanto as tocar, tornaram-se concretas:
São rosas familiares
Que o tempo traz ao alcance da mão,
Rosas que assistem à inauguração de eras novas
No meu pensamento,
No meu pensamento do undo em mim e nos outros:
De eras novas, mas ainda assim
Que o tempo conheceu, conhece e conhecerá.
Rosas! Rosas!
Quem me dera que houvesse
Rosas abstratas para mim."
(Murilo Mendes, Poesias)
Nascido na França por volta de 1880, o Simbolismo se define como um movimento artístico, relativamente complexo, abrangendo música, pintura e literatura, na qual se destaca a poesia. O símbolo é o recurso mais adequado para exprimir a evocação, as aspirações e os impulsos dos instintos humanos. Ainda conforme teóricos do Simbolismo, a tendência ao individualismo alimenta o emocional, opõe-se à expressão das idéias e ao uso das imagens. No início da década 1890, no Rio de Janeiro, um grupo de jovens, insatisfeitos com a extrema objetividade e materialismo da corrente literária dominante (Realismo/Naturalismo/Parnasianismo), resolve divulgar as novas idéias estéticas e literárias vindas da França. Eram conhecidos como os decadentistas. Esse grupo formado, principalmente, por Oscar Rosas, Cruz e Sousa e Emiliano Perneta lança no jornal Folha Popular o primeiro manifesto renovador. Em 1893, Cruz e Souza publica dois livros Missal (prosa) e Broquéis (poesia), obras que definem a história do Simbolismo brasileiro. O início do Simbolismo não pode ser entendido como término da escola antecedente, o Realismo. Na realidade, no final do século XIX e início do século XX temos três tendências que caminham paralelas: O Realismo, o Simbolismo e o pré-Modernismo. Só mesmo um movimento com a amplitude da Semana da Arte Moderna poderia acabar com todas essas estéticas e traçar novos e definitivos rumos para a nossa literatura.
Principais características do Simbolismo são:
Misticismo e espiritualismo
Os simbolistas negam o espírito científico e materialista dos realistas/naturalistas, valorizando as manifestações místicas e mesmo sobrenaturais do ser humano.
Subjetivismo
Os simbolistas terão maior interesse pelo particular e individual do que pelo geral e universal. A visão objetiva da realidade não desperta mais interesse, e sim a realidade focalizada sob o ponto de vista de una indivíduo.
Tentativa de aproximar a poesia da música
Para conseguir aproximação da poesia com a música, os simbolistas lançaram mão de alguns recursos, como a aliteração, por exemplo.
Expressão da realidade de maneira vaga e imprecisa
Ênfase na sugestão
Um dos princípios básicos dos simbolistas era sugerir através das palavras sem nomear objetivamente os elementos da realidade. Ênfase no imaginário e na fantasia
Percepção intuitiva da realidade
Para interpretar a realidade, os simbolistas se valem da intuição e não da razão ou da lógica.
Percepção intuitiva da realidade
Para interpretar a realidade, os simbolistas se valem da intuição e não da razão ou da lógica.
Principais representantes no Brasil :
- Cruz e Sousa
- Alphonsus Guimaraes
FONTE: www.literaturabrasileira.net
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Valorizando o emprego da palavra rara, do vocabulário precioso, da frase rebuscada, a poesia parnasiana teve, na preocupação com a perfeição da forma, a sua característica básica, ainda que em prejuízo da qualidade de sua expressão poética.Dobrado ao jeito
Do ourives, saia da oficina,
Sem um defeito"
(Olavo Bilac)
Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia
O estilo se define, portanto, pelo culto da forma e foi, sobretudo uma renovação poética. Esta renovação teve sua origem na França. Em l886, foi editada uma antologia, Le Parnasse Contemporáin, que reunia composições de diversas tendências, com uma linha comum: reagir contra o romantismo. Seus principais colaboradores, Leconte de Lisle, Theóphile Gautier, Théodore Banville, José Maria Herédia (de nacionalidade cubana), Baudelaire, Sully Prudhomme (ganhador do prêmio Nobel em 1901), Verlaine, Mallarmé, obedeciam a uma nova estética que pregava o principio da Arte pela Arte. Defendiam em última análise, uma arte que não servisse a nada, nem a difusão qualquer ideologia, nem a ninguém; uma arte voltada para si mesmo em sumo. O objetivo da "arte pela arte" é o Belo, a criação da beleza pelo uso perfeito dos recursos artísticos. Neste sentido, levam ao exagero o culto da rima, do ritmo, do vocabulário, do verso longo. Para o Parnasiano, a poesia deveria ser trabalhada até que resultasse perfeita.
Victor Hugo já conotava a posição de burilador que o poeta devia buscar e com ela se identificar:"Le poête est cizeleur, te cizeieur est poéte."
Características do Parnasianismo:
a) Objetividade e descritivismo
Reagindo contra o sentimentalismo e o subjetivismo românticos, a poesia parnasiana era comedida , objetiva: fugiadas manifestações sentimentais. Buscando esta impassibilidade( frieza), empenhava-se em descrever minúcias, na fixação de cenas, personagens históricos e figuras mitológicas.
b) Rigor formal
Opondo-se à simplicidade formal romântica, que de certa forma popularizou a poesia os parnasianos eram rigorosos quanto à métrica em rimas e também quanto à riqueza e raridade do vocabulário. É por isso que são freqüentes, nos textos parnasianos, os hipérbatos( ordem indireta), as palavras eruditas e difíceis, as rimas forçadas.
c)Retorno ao Classicismo
Abordando temas mitológicos e da antigüidade greco-latina, os poetas parnasianos valorizavam as normas e técnicas de composição e, regra geral, exploravam o soneto (poema de forma fixa).
d)Arte pela arte
Na busca da objetividade e da impassibilidade, o Parnasianismo foi uma época em que alguns poetas defendiam a "arte pela arte". Esta expressão sugere que a poesia não tomava partido, que não se comprometia composições políticas.
Principais Autores
FONTE: www.literaturabrasileira.net
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Em 1857 é publicado na França o romance "Madame Bovary", de Gustave Flaubert, considerado o primeiro romance realista da literatura universal. O primeiro romance naturalista é publicado em 1867, sendo "Thérèse Raquin", de Émile Zola. No Brasil, considera-se 1881 o ano inicial do Realismo brasileiro, com a publicação de "O Mulato", de Aluísio Azevedo (primeiro romance naturalista brasileiro); e "Memórias Póstumas de Brás Cubas"", de Machado de Assis (primeiro romance realista do Brasil).
O Romantismo era a apoteose do sentimento; - o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta a nossos próprios olhos - para condenar o que houve de mau na nossa sociedade.
(Eça de Queirós)
As características do Realismo estão intimamente ligadas ao momento histórico, refletindo as idéias do Positivismo, do Socialismo e do Evolucionismo. Manifesta o objetivismo, como uma negação do subjetivismo romântico; o personalismo cede terreno ao universalismo; o materialismo leva a negação do sentimentalismo.O Realismo preocupa-se com o presente, o contemporâneo (a volta ao passado histórico do Romantismo é posta de lado).
Os autores do Realismo são adeptos do determinismo, pelo qual a obra de arte seria determinada por três fatores: o meio; o momento; e a raça (esta dizendo respeito à hereditariedade). O avanço das ciências, no século XIX, tem grande influência, principalmente sobre os naturalistas (daí falar-se em cientificismo nas obras desse período). Ideologicamente, os autores desse período são antimonárquicos (defendem o ideal republicano); negam a burguesia (a partir da célula-mãe da sociedade, daí a presença constante dos triângulos amorosos - o pai traído, a mãe adúltera e o amante, este sempre um "amigo da casa"); são anticlericais (destacam-se os padres corruptos e beatas hipócritas).
É uma narrativa mais preocupada com a análise psicológica, fazendo crítica à sociedade a partir do comportamento de determinados personagens. Faz uma análise da sociedade "por cima", visto que seus personagens são capitalistas, pertencentes à classe dominante. Este tipo de romance é documental, sendo retrato de uma época. Foi cultivado no Brasil por Machado de Assis, em obras como "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba" e "Dom Casmurro".
Romance naturalista
Sua narrativa é marcada pela análise social a partir dos grupos humanos marginalizados, valorizando o coletivo. A influência de Darwin é marcante na máxima naturalista segundo a qual o homem é um animal, deixando-se levar pelos instintos naturais, que não podem ser reprimidos pela moral da classe dominante. A constante repressão leva às taras patológicas, bem ao gosto dos naturalistas; esses romances são mais ousados, apresentando descrições minuciosas de atos sexuais, tocando até em temas como o homossexualismo. Foi cultivado no Brasil por Aluísio de Azevedo ("O Mulato") e Júlio Ribeiro. Raul Pompéia é um caso a parte, pois seu romance, "O Ateneu", apresenta características ora naturalistas, ora realistas, ora impressionistas. Existem várias semelhanças entre o romance realista e o naturalista, podendo-se até mesmo afirmar que ambos partem de um ponto comum para chegarem a mesma conclusão, sendo que percorrendo caminhos distintos.
SÍNTESE DOS AUTORES DO REALISMO/NATURALISMO BRASILEIRO:
Romance realista
- Machado de Assis
- Raul Pompéia (com características tanto do Realismo quanto do Naturalismo)
Romance naturalista
Social
- Aluízio de Azevedo
Urbano
- Júlio Ribeiro
Obras:
- Padre Belchior de Pontes
- A Carne
Adolfo Caminha
Obras:
- O Bom Crioulo
Principais Representantes no Brasil
- Machado de Assis
- Raul Pompéia
- Aluízio de Azevedo
FONTE: www.literaturabrasileira.net
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O Romantismo se inicia no Brasil em 1836, quando Gonçalves de Magalhães publica na França a “Niterói” - Revista Brasiliense e, no mesmo ano, lança um livro de poesias românticas intitulado Suspiros poéticos e saudades.O Romantismo no Brasil coincide com os movimentos políticos de independência. A imagem do português conquistador deveria ser varrida; há necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. De fato, a literatura dos princípios do século XIX reflete um profundo sentimento nacionalista.
A literatura romântica expressa uma ligação com o movimento libertador de 1822, um desejo de construir uma pátria nova, de criar uma literatura nacional. Segundo Karl Menheim, o “Romantismo expressa os sentimentos dos descontentes com as novas estruturas: a nobreza decadente e a pequena burguesia em ascensão”. Daí as atitudes saudosistas ou reivindicatórias que caracterizam o Romantismo.
A POESIA ROMÂNTICA BRASILEIRA PODE SER DIVIDIDA EM TRÊS GERAÇÕES:
1ª geração
(nacionalista ou indianista) - marcada pela busca de uma identidade nacional, pela exaltação da natureza. Volta ao passado histórico, medievalismo e criação do herói nacional. Entre os principais autores podem ser destacados Gonçalves Dias, Gonçalves de Magalhães e Araújo Porto Alegre.
2ª geração
(do "mal século") - influenciada pela poesia de Lord Byron e Musset, impregnada de egocentrismo, negativismo boêmio, pessimismo, dúvida, desilusão adolescente e tédio constante. Seu tema preferido é a fuga da realidade. A poesia é intimista e egocêntrica. Os poetas dessa geração foram Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.
3ª geração
(condoreira) - caracterizada pela poesia social e libertária. Sofreu forte influência de Victor Hugo e sua poesia político-social. O termo condoreirismo é conseqüência do símbolo de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor. Seu principal representante foi Castro Alves, seguido por Tobias Barreto e Sousândrade
Principais Representantes:
- Casimiro de Abreu
- Castro Alves
- Fagundes Varela
- Visconde de Taunay
- Joaquim Manuel de Macedo
- Junqueira Freire
- Martins Pena
- cronologicamente o 1º romance brasileiro foi "O filho do pescador" (1843), de autoria de Teixeira e Sousa, porém sua trama confusa não define as linhas que o romance romântico seguiria no Brasil. Por isso, convencionou-se adotar o romance "A Moreninha" (1844), de Joaquim Manuel de Macedo, como 1º romance brasileiro. Como autores importantes ainda podem ser citados Manuel Antônio de Almeida, José de Alencar , Visconde de Taunay e Bernardo Guimarães. Teatro Romântico
- é no Romantismo que se define o teatro nacional, em virtude da vinda da família real para o Brasil (1808). Gonçalves de Magalhães, com Antônio José ou o poeta e a inquisição (1838), seu iniciador; e Martins Pena, com suas comédias de costumes, ao lado do importante papel desempenhado pelo ator João Caetano, foram responsáveis por sua consolidação.
FONTE: www.literaturabrasileira.net
Assinar:
Postagens (Atom)

